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Desejos de Ano-Novo

Infelizmente não pude ver o jogo da final da Copa do Brasil de Futebol Feminino, no qual o Santos venceu o Sport por 3 a 0, sagrando-se campeão. Contudo, não poderia deixar de dar uma palavrinha aqui no blog sobre isso. Quem quiser mais detalhes sobre o jogo pode acessar o Blog do Torero, que esteve no estádio e fez um texto excelente descrevendo muito bem a partida. (http://blogdotorero.blog.uol.com.br/)
Mas como jornalista não sabe ficar sem dar opinião, vou dar meus pitacos também. Desde o início deste blog, tentei, na medida do possível, divulgar os acontecimentos relacionados ao futebol feminino no país e, por motivos óbvios, muitas vezes isso aconteceu em forma de crítica. No entanto, às vezes chega a hora de elogiar.
Essa foi a segunda edição da Copa do Brasil, a única competição nacional dedicada ao futebol feminino e já foi possível perceber algumas evoluções com relação à organização do ano passado. Times melhores distribuídos nas chaves e jogos mais planejados. Para uma instituição do nível da CBF ainda há muito a ser melhorado, como por exemplo, a divulgação no próprio site da confederação que deixa muito a desejar para a imprensa e o fato de terem entrado em recesso antes do fim da competição. Mas, como o futebol feminino por aqui caminha a passos de formiguinha, acredito que ano que vem teremos mais evoluções.
Com relação às equipes, infelizmente só posso falar sobre o Santos, pois é o mais próximo e com o qual já trabalhei. Existem problemas, acho um absurdo o time não ter jogado nenhuma vez na Vila Belmiro (os jogos foram mandados no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista). Com o perdão do trocadilho, isso faz com que as atletas sintam-se um peixe fora d'água dentro da própria casa.
Porém, o Santos é o único time do país e, especialmente em São Paulo, a tratar o grupo feminino realmente como profissional. As jogadoras recebem salário, tem moradia dada pelo clube na cidade, transporte e comissão técnica de alto nível. A isso é preciso dar o braço a torcer. Falando como alguém que acompanha as Sereias desde o ano passado, é nítida a mudança de atitude das próprias atletas. Deixaram de aceitar qualquer coisa que receberem para realmente se verem como jogadoras profissionais.
Por esses motivos, quero parabenizar todos os que fizeram com que esta Copa do Brasil desse certo, a todas as equipes e em especial as Sereias da Vila que fizeram um belíssimo campeonato vencendo todos os jogos disputados. Que a competição de 2009 seja melhor ainda (e que isso não seja apenas um desejo de Ano-Novo).
Não posso esquecer também de elogiar o público que compareceu em bom número para assistir a final. Continuem assim em todos os jogos!
Este será meu último post do ano. Da minha parte agradeço por um ano de muitas realizações e conquistas e que meu início profissional em 2009 seja tão bom quanto foi o último ano da faculdade.
Desejo a todos os leitores um Feliz Natal e um Ano-Novo cheio de alegrias. Até 2009!
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Beatriz Franco
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15h49
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O último domingo da temporada do futebol
Texto copiado do Blog do Juca
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html
O próximo domingo será também o último domingo de futebol no Brasil neste ano.
E que ano!
E que domingo!
Ano em que o Fluminense foi vice-campeão da Libertadores e o Inter campeão da Copa Sul-Americana.
Claro, esperava-se mais do Flu, principalmente por causa do adversário, a LDU.
Ano em que o Sport ganhou a Copa do Brasil, o título mais festejado de sua história, porque incontestável, sem politicagem barata.
Ano em que o São Paulo deve ser tricampeão brasileiro consecutivamente, mas que pode ainda dar Grêmio, também tri, mas alternadamente.
Ano em que o clube mais popular do país, o Flamengo, depende de um milagre para ir à Libertadores.
E no qual o segundo clube mais popular do país, o Corinthians, foi campeão, mas da segunda divisão.
Ano que pode ter o Vasco pela primeira vez na segunda, embora seja menos difícil o Vasco se livrar do que o Flamengo se classificar para a a Libertadores, porque Figueirense, Náutico e Atlético Paranaense também correm sérios riscos.
Pois no domingo teremos todas as respostas, sobre o tricampeão, sobre, provavelmente, Cruzeiro e Palmeiras na Libertadores e sobre os outros dois que vão para Série B.
Bom domingo a todos, embora seja impossível que todos tenham um bom domingo.
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Beatriz Franco
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15h25
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TCC ou TCV?
Em tempos de Trabalho de Conclusão de Curso (ou de vida, como diz um amigo), atualização por aqui só com textos feitos no estágio e já publicados. Abaixo uma história muito legal, de verdadeiro amor pelo futebol.
Ela encara todo mundo
Para que bonecas, bichos de pelúcia e casas de brinquedo se você pode ter uma bola de futebol? Assim pensa Rayla Pelegrini de Oliveira, 8 anos, que passa mais tempo com a gorduchinha nos pés do que brincando de casinha. “Desde que ela pegou em uma bola pela primeira vez, não quis mais largar”, conta, orgulhoso, o pai Ademir.
A paixão é tanta que Rayla joga no time dos garotos. “A gente não encontrava uma escola de futsal feminina. Aí, pedimos várias vezes ao Santos. Ela vinha aqui todos os dias, até que deixaram ela treinar junto com os meninos”, explica sua mãe, Elaine.
E pensa que a jovem atleta se incomoda? “É melhor jogar com eles, porque ele tocam mais e dá para fazer muito gol”. Além do futsal no Santos, Rayla também treina no Colégio Adventista, onde estuda, e na escolinha das Sereias da Vila de futebol de campo. O problema é que no campo, ela joga com meninas bem mais velhas, a partir de 13 anos, e ali não tem moleza. “Elas não tocam, depois dão rasteira, empurram”.
Para tentar resolver o problema de não receber a bola, Rayla resolveu tentar ser goleira nos treinos da Escola Defender, que acontecem em seu colégio. “Dá para pegar mais na bola, ter mais contato”. Isso, no entanto, não agrada muito a seu pai, que acredita que ela deva continuar no ataque. “Eu acho que não é tão bom, porque o estilo dela é mais de ataque e defesa. Ela corre muito”.
No gol ou no ataque, no salão ou no campo, Rayla só tem uma certeza: “Quero ser jogadora de futebol”.
Dificuldades para equipe feminina
Um dos treinadores da escola de futsal do Santos, Marcos Amaral, elogia a idéia de ter meninas treinando e acredita que elas precisam ter espaço em qualquer escolinha. “Precisam ter oportunidade. Devíamos ter mais meninas ainda”. Sobre Rayla, Amaral diz que ela se entende muito bem com os garotos e que a força de vontade dela ajuda na evolução. “A cada dia que passa, a cada treino, ela vai melhorando mais”.
O coordenador do Departamento de Futsal do Santos, José Alexandre Fiuza de Melo Cardoso, o Barata, explica que a idéia de se criar um time só feminino existe há algum tempo. Inclusive já abriram inscrições uma vez, mas vários problemas atrasaram a iniciativa. Entre eles estão a falta de horário e o fato de receberem inscrições de meninas de idades diferentes. “Não dá para montar equipes por idade e se colocarmos todas juntas pode causar algum acidente”. Já com as que jogam no time masculino, ele afirma não haver esse risco, pois na maioria dos casos elas jogam com garotos mais novos, para equilibrar a força e a velocidade.
Segundo Barata, a iniciativa de formar um time feminino de futsal deve voltar à pauta do a partir março do ano que vem.
Campeã mundial de basquete serve de exemplo
Rayla tem em quem se inspirar para continuar treinando firme. Magic Paula, campeã mundial de basquete em 1994 e medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta, passou por uma situação parecida.
Segundo ela, fazia parte dos treinos da Seleção para as competições jogar contra times masculinos juvenis ou infanto-juvenis e isso ajudava muito na preparação das atletas. “Era muito importante porque os garotos são mais rápidos, mais ágeis, mais fortes. Então você é obrigada a ir além do seu limite”.
Paula explica que é diferente a sensação de jogar contra garotos e tê-los na mesma equipe, mas acredita que a oportunidade é sempre válida. “Os meninos vão querer ganhar sempre. Eles odiavam perder pra gente, perder pra mulher. Mas isso é bom pra tirar proveito da situação, aprender com as dificuldades”.
Sobre Rayla, a campeã fica muito feliz que ela tenha encontrado seu espaço. “Se os outros garotos a aceitaram na equipe, já é um primeiro passo”.
Matéria originalmente publicada no Jornal Expresso Popular, de Santos, no dia 04/11/2008
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Beatriz Franco
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16h24
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Erros e acertos

"Prata? De novo??" Essa é a primeira reação ao ver a árbitra Dagmar Dankova apitar o fim da prorrogação do jogo de futebol entre as seleções femininas do Brasil e do Estados Unidos, nos Jogos Olímpicos de Pequim. Infelizmente, a pergunta, com tom de indignação, a respeito da cor da medalha era para o Brasil. Fomos prata, de novo.
Tristeza, revolta e incompreensão são os principais sentimentos de quem assistiu a esse jogo com a clara impressão de que o ouro era nosso depois da goleada contra a Alemanha. Mais ainda depois de lembrar das americanas pedindo vingança pelos 5 a 0 recebidos no Pan 2007. Mais ainda depois de ver Bárbara, Cristiane e Marta chorando copiosamente sem acreditar que, mais uma vez, o prêmio dourado escapou de suas mãos. De nossas mãos.
No entanto, com exceção da tristeza, os outros sentimentos não demoraram muito para se dissipar. Sendo trocados pelo orgulho, pela emoção e pela esperança de que os erros de passe serão consertados, de que a afobação inicial será controlada, de que a vontade de decidir sozinha nos momentos errados será modificada. Enfim, de que o lugar mais alto no pódio ainda será das nossas meninas.
A imagem da melhor do mundo olhando para o céu e perguntando: "O que foi que eu fiz de errado?" continuou passando pelos nossos olhos. Mas, depois de ver a seleção de futebol masculina completamente apática contra a Argentina na semifinal, de ver Jadel Gregório tropeçando na própria arrogância e de campeões mundiais do judô decepcionando nas primeiras lutas, podemos responder que você, Marta, não fez nada de errado.
Erros cometem os dirigentes da CBF que apesar de saberem que duas das melhores jogadoras de futebol do mundo são brasileiras, não fazem nada para incentivar o esporte no país. Errados estamos nós que ainda acreditamos que um dia isso irá mudar.
Vocês foram certas, lutando até o último instante contra a melhor seleção do mundo para trazer o ouro para o país que não as homenageia, não se orgulha de vocês e só faz reclamar, pois conseguiram ser APENAS a segunda melhor seleção mundial.
Parabéns, Bárbara, Renata, Tânia, Érika, Simone, Rosana, Ester, Formiga, Jatobá, Francielle, Daniela, Maycon, Fabiana, Marta e Cristiane!
Eu continuo acreditando!
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Beatriz Franco
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16h23
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Mulheres Briosas
Um dia antes da estréia da Seleção Brasileira de futebol feminino nas Olimpíadas de Pequim foi apresentado em Santos um projeto com a intenção de formar novas jogadoras. Ontem começaram os treinos da Escola de Futebol Feminino da Portuguesa Santista, uma junção do clube com o Projeto Gol de Placa, trazendo a promessa de um novo time de destaque na região.
As atletas do Gol de Placa já venceram vários campeonatos de futebol de salão, colecionando seis títulos na Baixada. Isso chamou a atenção de um grupo de empresários que resolveu investir na equipe e fazer uma parceria, formando o time Portuguesa/Gol de Placa. Este ano, o grupo continuará competindo no salão, enquanto prepara as atletas para campeonatos de futebol de campo. A previsão é de que elas participem do Paulista do ano que vem.
"Com o progresso do futebol feminino, acho que é o momento certo, a hora certa", comemora Nikolas D’Alexandre e Albuquerque, representante do grupo e empresário da equipe. Segundo ele, o objetivo é desenvolver as atletas e fazer com que vão para times maiores. "A intenção é fazer um time profissional da Portuguesa. Nossa meta vai ser bater o time do Santos feminino".
Estrutura
O time tem apenas 15 atletas, entre 14 e 25 anos, mas todas as primeiras terças de cada mês serão realizadas peneiras para selecionar mais jogadoras. Para o técnico Anderson Sena, que já treinava as meninas no Gol de Placa, a maior mudança será de estrutura, pois antes havia muitas dificuldades. "Competir pela Portuguesa, um time da Cidade, é um grande orgulho e com a estrutura que oferecem, é melhor ainda".
Os próximos campeonatos da equipe na região serão a Taça de Prata, que começa no dia 17, e a Copa Guarujá, da qual é a atual campeã. Já em setembro, joga o Paulista de Futebol de Salão, em Minas Gerais.
Nastassja é o destaque da equipe
Há apenas dois anos fazendo parte do Projeto Gol de Placa, a meia-esquerda Nastassja Almeida Febras (lê-se Nastarra), de 20 anos, já é apontada como o destaque do time pelo técnico Anderson Sena. A atleta guarujaense começou a jogar na equipe da Desportiva Guarujá (ADG), passou por outros times até chegar ao projeto de Sena. Os excelentes resultados da equipe deixaram a atleta confiante em bons jogos nas próximas competições de salão e de campo. "A expectativa é boa, agora com mais investimento, vai ser bom treinar aqui", comemora a jogadora.
Para Sena, o fato de a meia chamar a responsabilidade para si na hora dos jogos e também por jogar em uma posição que pensa na criação das jogadas, faz com que ela desponte entre as outras. "Ela é a atual artilheira do grupo, bate falta muito bem, chama a atenção em várias áreas".
Agora, com o incentivo no time da Portuguesa Santista, Nastassja acredita que haverá uma maior divulgação do futebol feminino na região, o que será bom para o esporte e para o próprio clube. "A discriminação com as meninas no futebol ainda é muito grande, então eles podem se aproveitar disso, chamando atenção para o apoio e atrair mais meninas para formar um bom time profissional".
Matéria publicada no Jornal Expresso Popular (Santos, SP) no dia 06/08/2008
(Tenho que puxar a sardinha pro meu lado: essa matéria foi pra capa da edição desse dia!!)
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Beatriz Franco
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17h31
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Apagando as linhas do preconceito

Que futebol não é mais assunto exclusivo de homem, todo mundo já sabe. Que muitas mulheres já entendem do esporte mesmo sem a ajuda deles também não é novidade. Mas agora, as que sempre quiseram participar do meio do futebol, mas não sabiam como, já tem para onde correr. Desde dezembro está à venda o livro "A Linha da Bola – Tudo que as mulheres precisam saber sobre futebol e que os homens nunca souberam explicar", de Clara Albuquerque. A principio, o livro já chama a atenção pela capa: toda rosa! E, ao abrir, mais ainda. É daqueles que você não consegue parar de ler, de tão divertido.
O principal diferencial da obra está no fato da autora não tratar as mulheres como idiotas por não conhecerem o esporte, nem parte do princípio de que as leitoras já devem saber o básico. Ela explica tudo. Tudo mesmo! Desde a história do esporte até os campeonatos já vencidos pelas seleções. Além disso, tudo é relacionado com o universo feminino. Cada capítulo é dividido em três níveis: Pretinho Básico, Esporte Fino e Passeio Completo. No primeiro é explicado o que tem de mais simples de cada assunto; o segundo, um pouco mais aprofundado; e o terceiro, como o próprio livro diz, você já pode disputar com seu namorado quem entende mais do assunto. E todos eles podem ser lidos separadamente. Você pode ler só o Pretinho Básico de todos os capítulos e terá começo meio e fim.
Clara explica que escolheu fazer essa divisão por causa da falta de costume das mulheres com o futebol. "Tradicionalmente não somos acostumadas a conviver com o futebol como a maioria dos homens. Acho que isso causa uma espécie de barreira e as mulheres acabam vendo o futebol como um inimigo do cinema do fim de semana. Acho que esta abordagem atiçou a curiosidade das mulheres que, quando menos percebem, já estão apaixonadas pelo esporte."
E apaixonada é como ela se descreve pelo futebol. "Vascaína doente", ela conta que em sua casa, quem gostava de futebol era sua mãe, o que fez com que nunca visse o esporte como masculino. Com mais de 40 livros sobre futebol em casa, o material para seu livro (que na realidade, partiu de seu trabalho de conclusão de curso na faculdade de jornalismo) foi todo pesquisado nessas obras, em revistas colecionadas por anos e de sua própria experiência.
Segundo Clara, a receptividade do trabalho tem sido muito boa entre as mulheres e até... entre os homens! "Os homens têm me dito que acharam um presente perfeito para dar às mulheres e todos que lêem também gostam bastante, pois, além de informações que nem eles sabiam, o livro tem uma linguagem divertida. Já soube de casos de homens que compraram o livro para presentear as companheiras e terminaram ficando com ele!!"
Diversão realmente é a palavra-chave da obra. Cada capítulo é nomeado fazendo uma ligação com o mundo feminino como "Era uma vez uma princesa, um rei e vários príncipes, ou A História do Futebol". Outro detalhe é a ligação entre o ‘futebolês’ e a linguagem utilizada diariamente. Mas nem tudo são flores no mundo do futebol, a autora conta que teve grandes dificuldades em encontrar material sobre o futebol feminino. "Existe pouco material de pesquisa e muitas informações incompletas e desencontradas."
Mas mesmo com todas as dificuldades, Clara é otimista com relação ao entendimento do público feminino sobre o assunto: "A dica é falar dos assuntos normalmente, sem tratar o público feminino como ignorante, mas explicando uma ou outra coisa mais complicada. Afinal, para curtir uma partida de futebol não é preciso saber todas as regras detalhadas, nem o nome de todos os jogadores".

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Beatriz Franco
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17h14
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Futebol também é arte
Quem é que nunca teve um amigo que não entende nada de futebol (nem quer entender), mas quando está vendo um jogo fica gritando feito um desesperado para tentar mostrar que sabe tudo?? Confesso, na maioria das vezes é mulher. E é muito chato!! Se seu time está ganhando você até releva, dá risada, mas se está perdendo...é mais irritante cada frase da pessoa do que o chute pra fora do artilheiro do time. Houve uma época em que eu também não gostava de futebol...mas, nem nesse tempo eu fazia isso. Se tem uma coisa que eu sempre aprendi com meu pai é: “Nunca tente disputar com o futebol.Você SEMPRE vai perder”. E é verdade! Hoje eu entendo isso.
Mas por que eu estou falando tudo isso? Porque eu li uma matéria esses dias que me deixou muito irritada. A matéria foi muito bem feita, mas as opiniões da entrevistada são ridículas. A reportagem era sobre uma pesquisa feita na Europa que diz que os homens preferem o futebol a sexo. Segundo a pesquisa, seis em cada dez homens europeus preferem assistir a um jogo de futebol a ter relações sexuais ou compartilhar um momento a dois. Certo, aí entrevistaram uma terapeuta sexual para relacionar o assunto com os homens brasileiros, considerados por ela os mais fanáticos por futebol do mundo.
Tudo certo, várias opiniões interessantes e divertidas até que em uma das retrancas¹ da página a terapeuta explica como as esposas, namoradas e afins devem lidar com essa paixão “masculina”. Ela fala exatamente o que eu disse no começo deste texto, não adianta arrumar briga, vai ficar pior. Mas o que me deixou indignada foram duas declarações: “Não precisa ficar torcedora fanática. Até porque, pela minha experiência, mulher gosta de futebol pois pode conviver mais com o homem, e não pelo esporte em si” e “Eu ainda acho que a mulher deve fazer dança do ventre, aumentar sua feminilidade e não acompanhar o marido no futebol”.
Espera aí, eu estou vivendo em que século?? Mulher só gosta de futebol para ficar perto de homem? Certo, temos maria-chuteiras desde que o futebol foi inventado, mas hoje elas estão muito longe de ser a maioria feminina nos estádios. Pra mim, isso é a mesma coisa que dizer que homem aprende a dançar só pra conhecer mulher. Eu já ouvi muita gente não acreditar que mulher possa gostar de futebol, mas desde que eu vi mais de 200 garotas numa peneira de futebol feminino no Santos, não aceito mais nenhuma. Só porque você não gosta, não ache o mundo pensa igual a você.
Nada contra quem faz dança do ventre ou qualquer outra coisa, mas uma mulher não é mais ou menos feminina por ir ao estádio ou não. Pelo contrário, tem mulheres lindas nas torcidas, mas estão lá para assistir ao jogo, o exercício de feminilidade pode ficar pra mais tarde. As opiniões dessa terapeuta me deram a impressão de que ela deve ser um dos amigos chatos que não entendem de futebol e ficam falando besteira o jogo inteiro. Esses sim, deveriam exercitar sua feminilidade (ou masculinidade) em outro canto.
¹Retranca: matérias menores com assuntos relacionados ao da matéria principal da página.
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Beatriz Franco
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12h37
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Denúncia grave
Vou entrar um pouco naquele quadro do site kibeloko, "Notícias que vão mudar o mundo".
Abaixo um texto retirado do blog do Sidney Garambone, do Globoesporte.com
O Garamblog não teme represálias do governo chinês. Não está preocupado com as ameaças do Partido Republicano. Muito menos tem medo de algum míssil inteligente das Indústrias Stark.
É preciso colocar o dedo na ferida.
Escancarar na imprensa cibernética o escândalo do mês.
As manchetes precisam berrar novamente, como clamou Nelson Rodrigues.
Não há adjetivos suficientes no dicionário para qualificar o que aconteceu.
Talvez seja a verdadeira razão para o negócio entre Yahoo e Microsoft micar.
Pois nem mesmo o mais pós-moderno dos filósofos seja capaz de aceitar isso. Com o perdão de Deleuze, Derrida e Baudrillard, não há desconstrução dos princípios do pensamento ocidental que suporte isso.
Intervalo de Flamengo x Botafogo. Transmissão da Globo. O narrador Luis Roberto chama o camarote dos artistas, o repórter Ícaro de Paula começa a entrevistar torcedores de Flamengo e Botafogo. Eis que uma bela aparece. Uma bela loura. Com mais curvas que a Rio-Petrópolis. Sorriso perfeito, moldado por algum aparelho ortodôntico juvenil. Sobre a homoplata, o manto sagrado rubro-negro. Uma linda bandeira do Flamengo.
Era Natália, a beleza da vez do último Big Brother Brasil.
Natália? Flamengo?
A moça confessou-se gremista de nascença. A família apareceu no Esporte Espetacular para dizer que o quarto dela era cheio de fotos do Grêmio. O irmão mais novo confirmou que ela cansou de bater ponto no Estádio Olímpico. E ao vivo, para todo o Brasil, vestiu um uniforme estilizado do tricolor gaúcho numa festa dentro da tal casa inspirada em George Orwell.
Agora vem, com a maior cara de pau, desfilar de flamenguista nas entranhas do Maracanã?
Isso não está certo.
Vejam a matéria da Zero Hora do dia 20 de março.
Grêmio convoca torcida para ajudar Natália no BBB
Pai da gaúcha visitou o vice-presidente Cesar Pacheco para pedir apoio do clube Com o lema "Gremista ajuda gremista", o Grêmio lançou hoje, em seu site oficial, um apelo para que a torcida ajude Natália a vencer a oitava edição do Big Brother Brasil. Segundo o clube, o pai da loira, Setembrino José Casassola, foi ao Estádio Olímpico na quinta, para "pedir o apoio da nação tricolor nessa etapa final do programa".
Em visita ao vice-presidente Cesar Pacheco, Setembrino contou que a filha é apaixonada pelo Grêmio e vem ao estádio desde pequena. A família tem seus nomes registrados na calçada do torcedor. Ainda de acordo com o site do clube, em 2005, seu Setembrino chegou a fazer campanha para captação de novos sócios e conseguiu associar mais de 170 gremistas.
"Vamos votar e ajudar a tricolor gaúcha, Natália, a trazer para o Rio Grande do Sul mais essa vitória. Gremista ajuda gremista", diz a nota.
A loira de Passo Fundo ficou amiga de Deborah Secco, namorada do meia Roger, quando a atriz visitou a casa do reality show. Deborah convidou Natália para irem juntas a um jogo do Grêmio.
O século 21 anda mostrando uma complacência com a perda de valores. Mas virar casaca em dois meses é o fim da picada.
A não ser que a Natália BBB tenha ficado chateada com a outra Natália, Miss Brasil, que também se diz gremista e até desfilou no lançamento do novo uniforme.
Aí, se for coisa de mulher, confesso incompetência para comentar.
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Beatriz Franco
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14h28
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Ronaldo
Uma vez ouvi alguém dizer que a vida do Ronaldo Fenômeno daria uma filme. Realmente, um jogador que já aos 17 anos chegou à Seleção Brasileira, sofreu altos e baixos, teve um problema grave em um joelho que o deixaria fora do futebol, se recuperou, voltou jogando melhor ainda para alguns ano depois ter o mesmo problema no outro joelho. É ou não é script hollywoodiano dos melhores?? Tudo isso regado a muitas festas e mulheres para dar uma romanceada.
Mas parece que Ronaldo não se conforma por não ter sido consultado para a produção dessa história, então procura a cada dia apimentar um pouco mais o roteiro. A cena mais recente é o envolvimento com um travesti, no Rio de Janeiro. Verdade ou não, ninguém sabe, mas que entraria no filme, com certeza!
Brincadeiras à parte, todo mundo sabe que o Ronaldo nunca foi muito confiável quando se trata de mulher, nunca escondeu muito que se envolvia com prostitutas e até pagava algumas para os amigos, mas sabia tratar do assunto de uma maneira razoável. Agora, esse caso, foi mais uma bomba na carreira do jogador que já não vinha muito bem.
Mas, como no fim da história, com travesti ou sem, a conta bancária dele continua absurdamente maior do que a minha, alguém está afim de montar o filme?
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Beatriz Franco
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16h11
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Violência sem limites
Não, eu não morri no terremoto dessa semana. Na realidade, fui afogada por trabalhos da faculdade, por isso a atraso extremo na atualização do blog. Mas, vamos lá...
A imprensa é chata, eu assumo, principalmente a esportiva. É parcial grande parte das vezes e não dá espaço para os clubes pequenos mesmo quando estão em bons momentos (às vezes não dá nem para os grandes). Temos vários defeitos, mas nenhum deles justifica agressão. A confusão ocorrida nos portões do Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta, foi absurda.
Pra quem não sabe, ontem à tarde, vários jornalistas foram agredidos e insultados por alguns torcedores da Ponte que faziam um churrasco nos arredores do estádio. Segundo os agressores, o motivo foi a falta de ingressos para o jogo da final do Paulista (a venda só começou hoje), o treino secreto realizado pelo técnico Sérgio Guedes que impediu a entrada no campo e a falta de apoio ao clube pelos meios de comunicação.
O jornal LANCE! foi o mais atingido. Torcedores jogaram latas, xingaram e cercaram os carros do jornal, fazendo até com que a diretoria autorizasse a entrada dos repórteres antes do planejado para evitar maiores confusões.
1º - Se anunciaram que os ingressos só seriam vendidos hoje, não reclamem porque ontem eles estavam em falta. É questão de lógica.
2º - Se o técnico quis fazer um treino secreto, o problema é dele. Todos eles fazem isso. A imprensa também não é autorizada a ver o treinamento, somente o que acontece depois dele.
E 3º - A imprensa não serve para apoiar ninguém, muito menos um time de futebol, para isso existem os patrocinadores. Sei que muitas vezes a mídia sai da linha, mas não quer dizer que esteja certo.
Vários veículos abrem espaço para torcedores darem suas opiniões sobre seus clubes, alguns podem até não ser publicados, mas com certeza são lidos, usem então, esse espaço para suas reclamações. O repórter está lá trabalhando, na maioria das vezes, fazendo apenas o que lhe mandaram, a culpa da falta de divulgação de alguns clubes não é dele. É uma discussão muito maior.
Não queremos que os leitores, telespectadores e ouvintes concordem com o que é publicado, apenas que respeitem, pois só fazemos nosso trabalho da melhor forma possível.
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Beatriz Franco
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15h59
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Esporte e política
Apesar do esporte fazer parte da minha vida desde sempre (às vezes contra a minha vontade), só nos últimos meses tenho realmente dado atenção a ele, seja qual for a modalidade. Pensando sobre isso e lendo alguns textos sobre jornalismo na área esportiva, percebi o que é muito óbvio, mas muitas pessoas não dão atenção. O esporte é uma das poucas áreas dessa profissão em que se pode fazer ligações com qualquer assunto. É possível relacionar com economia falando sobre as dívidas dos clubes ou a dificuldade financeira de alguns atletas; com variedades, relacionando à vida pessoal dos esportistas; algumas vezes com polícia, quando a indisciplina ultrapassa os parâmetros aceitos; e também com política, o assunto do qual este texto trata.
Quando o esporte se assemelha à política perde toda a leveza e bom humor que é comum e torna-se uma grave discussão a respeito de algumas questões. O objetivo todo desta explanação é comentar sobre os protestos tibetanos na China durante os preparativos para as Olimpíadas. É um caso delicado, que requer paciência e compreensão de todas as partes.
No começo de março, 5 meses antes dos Jogos Olímpicos, o líder budista Dalai Lama denunciou os abusos feitos pelo governo chinês à população do Tibet, como repressão, violação aos direitos humanos e negação da liberdade religiosa. O fato não era segredo a ninguém, mas a declaração do budista soa estranha, pois ele sempre tratou o caso com grande moderação. Portanto, esta denúncia próxima aos Jogos é uma clara tentativa de prejudicar a organização do evento. Até aí, sem problemas. Não há momento melhor para isso do que quando os olhos do mundo estão voltado para a China. A atenção é certa. Mas a maneira como algumas coisas vêm sendo feitas me incomoda.
Protestos durante a passagem da tocha eu apoio em termos. Façam manifestações, gritem, levem faixas, vão em cima da imprensa, mas não atrapalhem um momento que, além de histórico, é uma homenagem a vários atletas que não tem nada a ver com a opressão da China. Esse é o momento deles! Eles lutaram por isso! Da mesma maneira, não concordo com o boicote às Olimpíadas. O país sede tem agido de maneira absurda, critiquem, denunciem, mas, novamente, os atletas não tem nada a ver com isso. Imaginem a frustração que terá um profissional que passa quatro anos treinando tendo como meta a vitória nos jogos não recebendo a atenção que merece, sendo desrespeitado durante sua prova. Isso não se faz.
Novamente digo, protestem, gritem, levem faixas. Os atletas que concordam com as críticas protestem no pódio. Mas não estraguem um momento único dos esportistas, as pessoas mais importantes da festa.
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Beatriz Franco
às
15h40
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Bighouse
A Revista Placar divulgou esta semana uma reportagem dizendo que o ex-jogador e comentarista esportivo da Globo, Walter Casagrande, está internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Por isso, a ausência dele há tanto tempo nas transmissões da tv. Quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto pode acessar o link http://placar.abril.com.br/meiocampo/noticias/032008/032008_502999.shtml.
Sobre isso, publico um texto escrito por um amigo professor, Fábio Martins.
"Sê a ti próprio fiel, segue-se disso, como o dia à noite, que a ninguém mais poderás ser falso."
A frase acima faz parte de Hamlet, do grande Shakespeare. Um lindo diálogo entre Polônio e Laertes seu filho, na despedida de ambos.
Uso essa frase mais para mim do que para com o assunto sobre o qual vou escrever.
A foto ilustra como me lembro de Casão, um molecão surgido no Corinthians, grande jogador em um time recheado de marotos craques, como Sócrates, Zenon, Wladimir, Zé Maria...goleador, que depois rodou o mundo, antes passando pelo meu querido São Paulo. Jogou com fama e belo futebol na Europa, após encerrar a carreira, emendou-se pelo comentarismo esportivo, começo na Espn-Brasil, depois transferiu-se para a Globo.
Leio agora, com muita triste\a, que o Casão, o Bighouse está internado para tratamento de dependência química, que envolve cocaína e heroína. Lembro que Casão sempre esteve envolto na desconfiança de usuário de drogas pelo seu temperamento moleque, de meninão rebelde, cabeludo, em um esporte marcado pelo machismo e pelo conservadorismo. Virava piada na discussão infindável entre moleques fanáticos por futebol, ofensa baixa, mas válida quando se quer atingir o amigo e não se tem argumentos. Ofensa inocente baseada apenas nos preconceitos e nos estereótipos que todos carregamos.
Mas agora, a brincadeira, a piada de moleque virou coisa séria. Casão não tem muita diferença de idade para mim, praticamente somos da mesma geração, que viu surgir o rock no Brasil, que viveu os anos 80 e que de adolescentes sonhadores, viraram pais de família responsáveis. Aos 44 anos, luta contra uma doença séria, na verdade duas: a dependência química e o preconceito. Da primeira, tenho fé e esperança, irá se safar, da segunda dificilmente. O pai de família, o marido, o filho, o cidadão, dificilmente resistirá ao olhar de julgamento dos outros, muitos deles usuários de drogas socialmente aceitas, como o cigarro e o álcool que, do alto de sua hipocrisia o condenarão ao limbo dos ídolos que se "perderam" na vida.
Não faço parte destas. Para mim, Casão, continuará sendo um ídolo, uma referência, um cara que admiro. Cometeu erros, tornou-se uma pessoa doente, mas o que me faz melhor para julgá-lo? Tomei meus porres, tomo minha cervejinha até hoje, fiz muitas besteiras na vida, cometi muitos erros. Não, não desenvolvi a dependência química, mas como procuro ser fiel a mim mesmo e a minhas convicções, sigo o conselho de Polônio e não julgo o homem, não sei quais são os fantasmas que o afligem, não sei quais seus medos, quais seus segredos, quais as dores de sua alma.
Diante de seu momento, ainda sou o moleque que ficava deslumbrado com seus gols, que torceu contra quando estava no Corinthians, que vibrou quando jogou no São Paulo, que o admirou de longe quando jogou no Porto e no Torino, que escalou-o como titular absoluto de sua seleção de botão, que ficou emocionado quando a torcida do Corinthians, no momento em que ele estava no Flamengo, cantava: Volta Casão, teu lugar é no Timão!
Torço para que as nuvens cinzas de sua vida passem logo e que volte a ser o comentarista lúcido e ativo a que me acostumei a ouvir nos jogos de futebol.
Força Casão, Bighouse...força Walter, força Junior, homem, pai, filho, ser humano, força...este poeta torce por você e este fã te estende a mão da amizade de um desconhecido e te pede: Volta Casão, figura querida, teu lugar é nesta vida!
Escrito por
Beatriz Franco
às
17h22
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Tri-campeãs
Vamos colaborar mais uma vez para a divulgação do futebol feminino.
A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 foi campeã pela terceira vez seguida do Campeonato Sul-Americano da categoria. A final foi contra a Argentina (nossos rivais somente no masculino, no feminino, os Estados Unidos são os carrascos) e o Brasil venceu por 3 a 0. Não bastasse o tri-campeonato, as meninas venceram invictas e sem tomar nenhum gol. As brasileiras fizeram a melhor campanha do campeonato: 7 jogos, 7 vitórias, 30 gols marcados e nenhum sofrido. Além disso, a artilheira do campeonato também foi nossa: a atacante Érika, jogadora do Santos.
Com essa vitória, a Seleção garantiu vaga no Mundial Sub-20, que acontece entre os dias 19 de novembro e 7 de dezembro, no Chile. Antes disso, a Seleção Brasileira Feminina Principal tenta a última vaga para as Olimpíadas de Pequim, contra Gana, no dia 19 de abril, na China.
Escrito por
Beatriz Franco
às
16h51
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Futebol com estilo
Como este blog é voltado para as mulheres, vamos falar um pouco de moda. Ontem (dia 13/03), o Santos entrou em campo com seu uniforme nº3, azul marinho. Na minha opinião, a camisa ficou muito bonita, mas como numa outra vez eu comentei sobre a camisa verde-limão do Palmeiras e fui massacrada pelas torcedoras, desta vez quero saber a opinião de vocês sobre o uniforme do Santos. O que vocês acharam? O Santos deve usar esta camisa no campeonato ou só em comemorações e amistosos?
Para quem não viu, aqui vai uma foto da camisa. Desculpem o tamanho, foi a única que consegui.

Escrito por
Beatriz Franco
às
16h37
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Uma homenagem a todas as mulheres que, ligadas ao esporte ou não, mostram do que uma mulher de verdade é capaz.
Parabéns pelo nosso dia!
Escrito por
Beatriz Franco
às
15h26
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